sábado, 5 de junho de 2010
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Cibercultura e sua interferência no homem
É fato que, todas as esferas da sociedade frente às novas tecnologias da informação e comunicação, estão sendo mudadas. Na verdade, toda a cultura em geral está submetida a estas transformações fazendo com que nossas vidas sejam mudadas em “quase todos os seus aspectos”.
Cabe aos autores, pesquisadores e mestres, tidos como intelectuais estudar e tornar mais evidente não só essas “formas culturais”, mas também exaltar os processos de produção, distribuição e consumo comunicacionais, conhecidos como “cultura das mídias”.
Segundo Santaella (2003) cultura das mídias é uma cultura intermediária situada entre a cultura de massas e a cultura virtual ou cibercultura.
Nas formações socioculturais, os meios de comunicação e as novas tecnologias não passam de meros canais para a transmissão de informação. E, estes não são só os responsáveis pelas transformações culturais que ocorrem na sociedade.
A importância da informação não está na emissão, e sim no “meio”, pois assim como McLuhan afirmava, são os signos inseridos neles que determinarão o que é apresentado ao receptor. Os veículos são apenas os canais tecnológicos que só fazem sentido porque há algo a ser transmitido.
O que se pode observar é que, desde o surgimento da oralidade até a cultura digital, uma cultura vai se acumulando a outra e não a substituindo. “A cultura observa-se como um organismo vivo e, sobretudo, inteligente, com poderes de adaptação imprevisíveis e surpreendentes”.
Foi o surgimento de equipamentos e dispositivos que, possibilitaram o aparecimento de uma cultura do disponível e do transitório. E estes, intermediados pelas linguagens criadas para circular nos mesmos, culminaram por proporcionar uma característica mais individualizada dos receptores. Há sim, uma procura em tornar a audiência mais seletiva, uma espécie de: “audiência visada”; que escolhe suas mensagens a fim de proporcionar um relacionamento individualizado.
Embora existam diferenças entre culturas de massas, cultura das mídias e cultura digital, nota-se que, nos dias de hoje, há uma junção de todas as formas de comunicação e de cultura, de modo que, cada qual ainda é útil em sua área e é responsável por transmitir algo.
“A informação não é quantidade conservada. Se eu lhe dou informação, você a tem e eu também”.
A era digital, por sua vez é uma das grandes responsáveis por grandes transformações na esfera social. Com o advento dos computadores e posteriormente da internet inicia-se também grandes mudanças no seio cultural.
O impacto do computador, por intermédio da ciberealidade, tem provocado reações adversas. Segundo alguns críticos existem três tipos: os realistas ingênuos, que tomam por realidade o que pode ser experimentado; os idealistas, que são otimistas; e os céticos, que acreditam nas tentativas a fim de oportunizar uma compressão do processo comunicacional. Mas, no entanto, para que possamos obter um entendimento mais abrangente se pressupõe uma posição dialética de um realismo virtual como posição mediadora entre o idealista e o realista.
Mesmo havendo várias críticas acerca da ciberealidade nas quais relacionam o mundo digital com capitalismo, o que se pode deduzir é que a realidade virtual e as experiências dos usuários fazem parte tanto do capitalismo globalizado quanto qualquer outra forma de cultura. “... na medida mesma em que se esfumam os parâmetros de tempo e espaço tradicionais, assume-se, via de regra, que as tecnologias são a medida de nossa salvação ou a causa de nossa perdição”.
A cibercultura se originou por intermédio do homem e conta com as tecnologias que, cada vez mais contribuem para a era digital de modo que hoje torna-se difícil fazer uma separação entre uma forma de cultura e o ser humano. “Nós somos essas culturas”.
De fato não são só transformações tecnológicas que estão ocorrendo, mas também uma reconstituição da vida social e da cultura, nas quais ocasionam grandes impactos no corpo humano. Esses desenvolvimentos tecnológicos apontam para possibilidades de formas de existências pós-humanas.
O ser humano vem sofrendo modificações em vários aspectos, entre elas: mentais, corporais, moleculares e sociais.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
A teia tecnológica e o personagem
A professora de Sociologia da Ciência na Massachusetts Institute of Technology (Instituto de Tecnologia) Sherry Turkle focou a pesquisa no comportamento dos usuários destas tecnologias. Para ela é um erro separar o real do virtual se cada dia fica mais dificil fazer a distinção de ambos. Considerando tempo cronológico que as pessoas passam nestes espaços Sherry diz ainda que a capacidade das pessoas em desempenhar dois ou mais papéis sociais faz com as mesmas tornem-se "livres". Ou seja, nas salas de bate-papos ou em outros espaços adotamos nossos "personagens". Isso não se caracteriza dupla personalidade e sim a mobilidade de ser mãe,professora, amante de forma sumultanea,seja on line ou off line. A pesquisdora alerta sobre as relações dos adoslescente e a paixão pelo ciberespaço as oportunidades na vida virtual ou fora dela como define o outro espaço.
É natural e compreensivo que as novas gerações se identifiquem com as tecnologias, pois de certa forma é fruto delas. E por falar na fase da adolescência uma nova moda chega ao Brasil vinda dos EUA o "Sexting" é o ato de enviar fotos e videos sensuais de seus corpos nus ou semi nus para site de relacionamentos , salas de bate papos emails e vários locais na rede. A maioria crianças e adolescente entre 12 e 17 anos. O Ministério Público alerta para o risco nos casos de pedofilia (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/05/adolescentes-aderem-ao-sexting-e-postam-fotos-sensuais-na-internet.html) . O fato nos leva a refletir sobre os conteúdos postados da rede, legislação e punição? Sem, dúvidas que tudo isso refleti nas estruturas sociais e culturais de uma nação. Turkle fala sobre as relações entre as pessoas online e as ações físicas e como funcionam as comunidades. Em caso de morte física quem fica com as memórias virtuais? Se ocorre um suicídio virtual o próprio apaga ou não, suas mensagens , uma vez na rede a quem pertence? Interessante a explanação sobre recordações feita pela autora segundo ela fatos virtuais são sempre presentes como emails podem ser alterados com a facilidade de estar sempre atualizado.
Diferente de uma carta, fotos que guardavamos dentro de caixas. Hoje a natureza "arquivável" nos remente as trocas virtuais antes ficava apenas na memória.
A máquina não é nada sem o ser que a domina e algumas vezes é dominado por ela assim com o aranha que cai na própria teia.
Teia tecnológica
Bem o termo virtualidade e linguagens já pareceu muito familiar, hoje, tornou-se essencial. Porém este mundo virtual paralelo e integrado ao cotidiano é assunto de fonte inesgotável. Não há falar neste ponto sem citarmos grandes pensadores e seus conceitos como Pierre Lévy, Jean Baudrillard e Gilles Deleuze, respectivamente utópicos,tópicos e atópicos. Para Lévy cujas idéias são utópicas tenta anular as tecnologias fundamentada num lógica de imaginação , criatividade e não codificação racional enfatiza as potencialidades. Debate com Deleuze sobre o conceituar o virtual . Baudrillard também chamado de pessimista por apresenta a tecnologia de um ângulo negativo ou perversivo. 
